a imagem não bate,
as coisas que dela emanam não evocam
a calma e o caos dos vivos.
é preciso um cacho de equívocos,
uma dose de vocais e instrumentos imprecisos
para dar menos sentido ao vidro.
o passageiro olha
apalpa a mão inerte
como quem agradece à palmatória,
dá o corpo e a cara a tapa,
larica de ave de rapina
toda fome presa ao mapa
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